O que é que vem já a seguir e o que é que aconteceu?

Red-Cloud-Julho-23

Desde maio que a Red Cloud Teatro de Marionetas tem marcado presença em vários acontecimentos, como a participação em festivais de teatro e de marionetas, assim como residências artísticas.

Dos locais onde estivemos, destacamos a Bienal Internacional de Marionetas de Évora (BIME). Apresentámos o espetáculo “Isto Aconteceu de Repente. Distorção” , que é um dos mais recentes espetáculos que teve estreia em plena pandemia e que finalmente começa a sair da “caixa”.

Como é habitual a Red reservou uns dias de trabalho para ensaios antes da digressão e o resultado foi surpreendente na medida em que novas cenas e imagens surgiram. O olhar atento do dramaturgo autor do texto, Jorge Louraço Figueira, nestes dias de ensaio foi essencial.

Aqui é possível consultar a crítica de Toni Rumbau na revista Titeresante.

Dom-Roberto-BIME-2023

O Teatro Dom Roberto também se apresentou nas ruas de Évora e foi incrível a adesão que logo no primeiro dia se sentiu. Várias escolas já aguardavam o espetáculo.

No contexto do teatro tradicional de marionetas, tivemos o prazer de conhecer com mais calma Chico Simões e o privilégio de assistir ao seu espetáculo de “Mamulengo Presepada”, e não podíamos perder a oportunidade de ver novamente os “Bonecos de Santo Aleixo” preservados pela companhia Cendrev- Centro Dramático de Évora, responsável pela Bienal.

 Passámos também pelo Festival de Teatro, pela Associação Teatro em Construção, em Famalicão, com o espetáculo “ A Menina Que Vendia Fósforos” . Festival Catrapim, no Buçaco com o nosso género tradicional português de marionetas.

 

O Teatro Dom Roberto vai estar proximamente em:

Espinho dia 15 de julho com Oficina de construção e Espetáculo.

Riancho, Galiza, no Festival Titiriberia, nos dias 29 e 30 de julho.

São Jacinto, no dia 27 de agosto.

 

Quanto às residências artísticas, a primeira aconteceu no âmbito do vídeo de abertura da abertura do Festival Internacional de Marionetas do Porto, para o qual, Rui Rodrigues foi convidado a participar e a cocriar, tal como o festival divulga em site, “sequências cinéticas, reações em cadeia e outras possibilidades protagonizadas por objetos irrequietos”, durante uma semana em colaboração com Eduardo Mendes e Igor Gandra foi construída uma sequência cinética de objetos registada em vídeo pela realizadora Lota Gandra. Este trabalho será divulgado, como a iniciativa indica, na abertura do Festival Internacional de Marionetas do Porto, que acontecerá em outubro deste ano.

 

A segunda residência artística “Oficina de Reparações” decorreu no âmbito do IV Encontro de Cultura Visual, na mala voadora, no Porto, com a curadoria de Ana Cristina Pereira/ Kitty Furtado ( crítica cultural, investigadora, ativista portuguesa afrodescendente) e Inês Beleza Barreiros ( historiadora de arte, guionista e ativista portuguesa).

Sara Henriques foi convidada a participar, pelo seu percurso artístico como criadora, atriz e marionetista e também por ser afrodescendente. A sua proposta de reparação/reflexão estava em torno da caça às Bruxas a partir da baixa idade média, na Europa. Este tema está implícito na próxima nova criação da Red Cloud Teatro de Marionetas, “Hansel e Gretel”, no entanto, durante a residência a imersão nas Reparações seguiu a partir de outro núcleo que obviamente se cruza com o nosso mote e alarga a reflexão. Foram 16 dias intensos com um grupo incrível de mais pessoas de áreas profissionais diferentes Aline Frazão (música, compositora e escritora angolana), Apolo de Carvalho (estudante cabo-verdiano), Gessica Correia Borges (comunicadora, poeta e pesquisadora brasileira), Marta Lança (investigadora e editora portuguesa), Pirá/Ellen Lima Wassu (poeta e pesquisadora Wassu), Tomé Silva (produtor musical e artista sonoro português) e Vanessa Fernandes (artista e cineasta guineense).

Oficina-reparações

Desta experiência, a Red destaca a certeza de que a educação e a cultura são peças fundamentais para a consciencialização e interpretação da história para que possamos entender o presente, estar num presente que em simultâneo tece o futuro. Um futuro que possa cuidar, reparar de alguma forma o que já não é reparável, desviando-se das constantes repetições e ciclos prováveis, arrasadores e destrutivos.  

O objeto artístico resultado foi a performance ALGUÉM ME ESCUTA?, nos dias 7 e 8 de julho. Com desenho de Luz de Rui Pedro Rodrigues (artista plástico e designer de luz) e a operação de luz de Luís Ternus (técnico de luz).

É possível saber mais deste momento através do portal Buala.

 

Viva o Teatro!

Red Cloud Teatro de Marionetas